O setor defensivo foi o ponto mais frágil da engrenagem azulina em Salvador (BA), mas não foi o único responsável pela derrota na estreia da Série A, para o Vitória (BA).
O meio-campo carece de criatividade e o ataque ficou dependendo de bolas aéreas. O festejado sistema de infiltrações, passes curtos e jogadas pelos lados, que Juan Carlos Osorio costuma usar, não deu as caras no estádio Barradão, nesta quarta-feira (28/01).
É certo que este foi apenas o 3º jogo na temporada e o condicionamento está em baixa, mas impressionou a queda de rendimento na segunda metade do jogo. Enquanto o Vitória (BA) crescia em campo, o Remo definhava.
No primeiro tempo, o time ainda mostrou organização e confiança quando saía de seu campo. Quando Osorio trocou Zé Ricardo por Giovanni Pavani e lançou Dodô, a coisa desandou de vez. As saídas ficavam com Pavani, que insistia e perdia todas as tentativas de drible pelo meio.
Eduardo Melo entrou no lugar de João Pedro e, como o companheiro, não conseguiu jogar pelo simples fato de que o Remo não construiu jogadas para os homens de área. Pikachu busca abrir espaços e pode ser decisivo, mas não pode ficar isolado diante dos marcadores.
Dramático em muitos momentos do segundo tempo foi o cenário defensivo. Marllon e Léo Andrade não conseguiam marcar os atacantes adversários. Kayky mostrou que não pode jogar na lateral-esquerda – seria mais útil dentro da área, onde Léo Andrade não disputa bolas aéreas, em um caso raro de zagueiro “terrestre”. Klaus não pode ser reserva!
Um outro ponto – Osorio, que merece todo respeito pelo histórico profissional, não pode incorrer no equívoco de apostar em jogadores que não conseguiram ser efetivos nem na Série B – casos de Dodô e Pavani.
Blog do Gerson Nogueira, 29/01/2026



Somente os Times Grandes que Perderam na estreia, agora é GANHAR, todos em Belém.