Fenômeno Azul no Mangueirão – Foto: Divulgação (Clube do Remo)
Fenômeno Azul no Mangueirão – Foto: Divulgação (Clube do Remo)

O ano de 2026 tende a ser um dos mais importantes da gloriosa história do Clube do Remo, não apenas pela sua volta à Série A do Campeonato Brasileiro, mas também pela previsão da diretoria azulina de obter o maior orçamento já registrado pelo clube nos seus 120 anos de existência.

A proposta orçamentária para o exercício de 2026, apresentada nesta semana ao Conselho Deliberativo, projeta um ano histórico dentro e fora de campo. O Leão planeja uma temporada de forte investimento esportivo, ampliação de receitas e reestruturação administrativa, refletida em números robustos e detalhados.

O orçamento prevê uma receita bruta total de R$ 220 milhões, impulsionada principalmente pela elite do futebol nacional e pela participação em diversas competições ao longo do ano.

O principal motor financeiro está nos direitos de transmissão, com destaque para o contrato da Libra com a TV Globo que, responde por R$ 57 milhões, distribuídos entre critérios igualitários (R$ 45 milhões), audiência (R$ 6 milhões) e performance esportiva (R$ 6 milhões). Esses últimos requisitos, por serem variáveis, podem gerar uma receita ainda maior para o clube, pois no campo da performance, o planejamento prevê que o Remo termine o campeonato entre a 12ª e a 16ª posição. Somam-se ainda R$ 1,6 milhão em direitos internacionais.

A bilheteria aparece como uma das maiores fontes individuais, com previsão de R$ 59 milhões, refletindo o aumento de público esperado com jogos na Série A. Outras receitas ligadas ao estádio, como alimentação, bebidas, estacionamento, camarotes e aluguel, reforçam esse cenário de maior movimentação em dias de jogo.

No campo comercial, o clube projeta R$ 32 milhões em patrocínios, além de receitas com placas publicitárias (R$ 13 milhões), licenciamento de marcas, material esportivo, uniformes e programas como sócio-torcedor, que deve gerar R$ 16 milhões.

O orçamento também contempla valores oriundos de competições e incentivos, como Copa do Brasil, Campeonato Paraense, Copa Norte/Verde, Time Mania, além de recursos previstos via Lei de Incentivo ao Esporte, CBC e emendas parlamentares, ainda sem valores discriminados.

Outro ponto relevante é a previsão de R$ 10 milhões destinados à reforma do Centro de Treinamento, já contabilizados como receita vinculada ao projeto.

Do lado das despesas, o Remo projeta um gasto total de quase R$ 215 milhões, evidenciando um orçamento agressivo, mas controlado, com foco na competitividade esportiva. O futebol profissional concentra a maior fatia dos recursos, com R$ 140 milhões, sendo R$ 87,2 milhões destinados aos atletas, R$ 8,8 milhões à comissão técnica, além de encargos, contratações, ajuda de custo e despesas administrativas do departamento.

As categorias de base, o futebol feminino e o Departamento de Performance e Saúde também aparecem no orçamento, reforçando a estrutura esportiva do clube para além do time principal.

Fora das quatro linhas, chamam atenção os custos com operação de estádio (R$ 19 milhões), viagens e logística (R$ 8,75 milhões), infraestrutura e manutenção (R$ 2,6 milhões) e Centro de Treinamento (R$ 12 milhões).

O clube ainda prevê valores significativos para rescisões contratuais ao fim da temporada (R$ 11 milhões) e parcelamentos de acordos anteriores, sinalizando atenção ao passivo e à organização financeira.

Diante disso, o orçamento aponta para um resultado positivo estimado em R$ 5,5 milhões, indicando equilíbrio financeiro mesmo diante de um ano de altos investimentos.

Fábio Bentes, presidente do Conselho Deliberativo azulino, explicou que a proposta apresentada pela diretoria ainda vai passar pelo Conselho Fiscal, que irá emitir o parecer sobre as informações apresentadas e, posteriormente, será votada pelos demais conselheiros do clube, que podem propor emendas ao orçamento. A votação está prevista para o dia 23/02.

A proposta orçamentária mostra um Clube do Remo preparado para os desafios de 2026. A volta à Série A, somada à disputa de competições nacionais e regionais, exige uma estrutura compatível com a elite do futebol brasileiro – e os números refletem exatamente isso.

Agora, o orçamento segue para análise e deliberação interna, sendo uma das peças-chave para sustentar, fora de campo, a ambição do Leão dentro dele. É importante destacar que a projeção feita pela diretoria azulina é 5 vezes maior que em 2025, onde as receitas do clube foram orçadas em R$ 40 milhões.

Diário Online, 27/01/2026

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