Atrasos salariais geram revolta em funcionários do clube

06/04/2017
Sede Social

A insatisfação no Clube do Remo também atinge os demais funcionários da sede social, não apenas pelo futebol ruim jogado em Macapá (AP). De acordo com denúncias de um trabalhador azulino, que pede anonimato por razões óbvias, o Leão deve a folha salarial de novembro de 2016 e pagou com atraso os meses de dezembro e janeiro.

O clube teria quitado o mês de fevereiro somente para alguns funcionários, enquanto a folha de março também já deveria estar sendo liquidada.

Segundo o relato, a revolta maior é que o mês de fevereiro teria sido pago, na última sexta-feira (31/03), somente para alguns poucos que ficaram sabendo que o valor estava sendo entregue na sede social.

“Só alguns funcionários ouviram falar, chegaram lá e conseguiram receber. Quem chegou depois, foi informado que não tinha mais dinheiro para quitar o restante”, lamentou o funcionário. “Tem funcionários passando fome, com até 15 anos de casa, nessa situação”, completou.

Sobre as denúncias, o vice-presidente do Clube do Remo, Ricardo Ribeiro, garante que são falsas. “Está tudo em dia. Tudo pago. Agora vai acontecer isso direto, vai virar um inferno”, afirmou o mandatário.

Segundo Ribeiro, o Leão iniciou a temporada com 6 meses de salários atrasados de 2016 e vem pagando todos os compromissos este ano. Além disso, o clube sofre com as dívidas na Justiça Trabalhista decorrentes deste atraso no vencimento de atletas e funcionários.

Vale lembrar que, por ter aderido ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), o Remo não pode atrasar os salários de ninguém, correndo o risco de sair do programa, além de sofrer outras punições ainda mais severas.

Diário do Pará, 06/04/2017